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Anjos e Arcanjos

No final do mês de setembro (dia 29) e início do mês de outubro (dia 02) a Igreja celebra, respectivamente a festa dos Arcanjos Miguel, Gabriel e Rafael e dos Anjos da guarda.
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Por Cônego Marcos Menezes

2 de setembro de 2025

No final do mês de setembro (dia 29) e início do mês de outubro (dia 02) a Igreja celebra, respectivamente a festa dos Arcanjos Miguel, Gabriel e Rafael e dos Anjos da guarda. Nos tempos atuais, por influência de diversas doutrinas, a fé que a Igreja nos propõe, fica diluída e tantas vezes confusa na cabeça dos fiéis. A palavra Anjo vem do latim ângelus e é uma transcrição do grego angelos, termo usado para a tradução feita pelos gregos do hebraico mal’ak, que significa “mensageiro”. A palavra anjo é encontrada diversas vezes na Bíblia; já a palavra Arcanjo (“anjo-chefe) só aparece duas vezes (Jz 9 e 1Ts 4,16).


No Antigo Testamento o Anjo de Iahweh pertence as partes mais antigas da tradição hebraica. Também é evidente que não se pode distinguir claramente o Anjo-mensageiro de Iahweh do próprio Iahweh. Deduz-se que o Anjo é um enviado de Iahweh para falar em seu nome ou em seu nome realizar maravilhas, coisas que em outros lugares Iahweh realiza sem intermediários. É bom então termos claro que o mensageiro não é um deus. E também não é um ser espiritual; os hebreus não tinham nenhuma ideia da realidade espiritual e distinguiam os seres celestes dos homens somente pela ideia de que os primeiros deveriam ser diferentes dos segundos.


No Novo Testamento, sobretudo nos evangelhos da infância, é evidente a importância dos anjos. Mas, também aqui a concepção dos anjos não vai muito além do que oi visto no AT, sendo até mesmo, em certo sentido, menos imaginosa. O anjo ainda é sobretudo um mensageiro ou um membro da corte celeste e nem sempre se faz uma clara distinção entre o anjo como ser pessoal e como personificação da palavra divina ou da ação divina.


O Novo Catecismo da Igreja nos fala que “a existência dos seres espirituais, não-corporais, que a Sagrada Escritura chama habitualmente de anjos, é uma verdade de fé”. Como criaturas puramente espirituais, são dotados de inteligência e de vontade: são criaturas pessoais e imortais. Superam em perfeição todas as criaturas visíveis. Santo Agostinho irá nos dizer que “anjo é designação de encargo, não de natureza. Se perguntares pela designação de natureza, é um espírito; se perguntares pelo encargo, é um anjo: é espirito por aquilo que é, é anjo por aquilo que faz”.


Como fiéis, devemos saber que desde o início até a morte, a vida humana é cercada pela proteção dos anjos e por sua intercessão. São Basílio nos diz que cada fiel é ladeado por um anjo protetor e pastor para conduzi-lo à vida. Esta fé que recebemos da Igreja, se vivida de forma verdadeira, é uma alegria que move o nosso coração; afinal, quase todo fiel, em um momento ou outro, tem um testemunho sobre como o anjo do Senhor o livrou do perigo e todos têm muito a agradecer ao anjo da guarda.

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